sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Corrente pra frente

Agradeço a todos os queridos amigos e amigas que durante o ano que se passou me mandaram correntes e orações que prometiam fortuna e dinheiro. NÃO FUNCIONOU.Por isso, para este ano, mandem o dinheiro diretamente.Obrigado.* Para doar R$ 10,00....ligue no meu fixo... * Para doar R$ 15,00...ligue no meu celular* Para doar R$ 50,00...deposite na minha conta bancária* Para doar valores maiores eu busco a qualquer hora, na noite ou na madruga mesmo e em qualquer lugar de Goiânia.* Acima de R$ 500,00 eu busco em qualquer lugar do Brasil.* Para doações em contas bancárias no exterior em dólares ou euros não se acanhe. Yo hablo espanhol, I speak english, je parle français, io parlo italiano, ich spilen deutch e ainda arranho no árabe.Por favor, pesos não. Já tenho os meus.Exerça sua cidadania, participe desta campanha!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Banzo


Nos 70's assistíamos Norman MacLaren nos cineclubes...

e chegou a vez do homem das calcinhas...


















Wando...mineiro da gema que encarnou como poucos o romantismo exacerbado de luz neon,  calcinhas e bebidas doces que emolduram a sensibilidade nacional. Com Reginaldo Rossi e Waldick Soriano forma há muito tempo  a santíssima trindade das trilhas sonoras dos puteiros. Há muito merecia um documentário, uma biografia, uma homenagem à sua altura. Mas o Brasil "premium" das Folhas Ilustradas acha que essa honra só cabe aos poetas concretos e nunca a Wando, o sedutor.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012





















Propaganda de 1919, contra o consumo de bebida alcoólica (via Nelson Perpétuo, por email). Alguém terá deixado de beber, convencido por essas simpáticas criaturas e as promessas de seus doces lábios?

Vinho ou vinagre?

"Agora que a velhice começa preciso aprender com o vinho a melhorar envelhecendo, e sobretudo, escapar do perigo terrível de envelhecendo virar vinagre."

Dom Helder Câmara

sábado, 28 de janeiro de 2012

Da pena afiada (de pavão?) do Sr. Francisco

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo......
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. .. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....


Francisco Buarque de Holanda

Fadiga adrenal, já ouviu falar?

O toque foi dado pelo Saulo Cemin, terapeuta gaúcho. E vale pra todos nós.

Disfunção afeta o funcionamento da glândula supra-renal e pode ser facilmente confundida com depressão, anemia, labirintite e outros problemas

Você vai dormir mais cedo, mas acorda cansado mesmo assim. Tira uma folga na segunda-feira para prolongar o fim de semana e quando volta do passeio parece que nem saiu. São sensações características do mau funcionamento da glândula supra-renal. Descoberta há cerca de 10 anos, a fadiga adrenal é considerada a síndrome do século XXI.

O cardiologista Marcos Antônio Natividade, pós-graduado em terapia ortomolecular e mestre em fisiologia do envelhecimento, explica que a supra-renal é a primeira glândula a ser atingida pelo estresse. Ela é responsável por defender o corpo de traumas físicos, incluindo frio, calor e fome.

— Quando a glândula supra-renal está funcionando mal e não está secretando os hormônios que deveria, além do cansaço excessivo, ocorrem infecções e gripes frequentes, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono, baixa libido e ereções não mantidas, tonturas, baixa concentração e memória, apatia, compulsão por doces, salgados, cafeinados e frituras, depressão e medo sem causa aparente — enumera o médico.

Ainda pouco conhecida, a fadiga adrenal, muitas vezes, é confundida com depressão, pânico, fibromialgia, labirintite, anemia ou palpitações. De acordo com Natividade, quando diagnosticada a disfunção, deve ser feita uma reposição com hormônios biodênticos, que são iguais aos secretados pela glândula supra-renal. Se não tratado, o problema pode desencadear doenças como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e osteoporose.

Excesso de trabalho, má alimentação, sedentarismo e aborrecimentos são causas que podem induzir à fadiga adrenal. A prevenção está na já conhecida fórmula alimentação saudável aliada a exercícios físicos, além de reservar momentos para o descanso.

— Comer castanhas, verduras, frutas, alimentos integrais e peixes, fazer atividade física três vezes por semana, descansar no mínimo dois finais de semana por mês e tirar 30 dias de férias por ano. Isso é fundamental para se viver com saúde e bem-estar — recomenda o especialista.
BEM-ESTAR

Fonte : Clickrbs.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Commonwealth: amor e pós-capitalismo

http://www.outraspalavras.net/2010/06/22/commonwealth-amor-e-pos-capitalismo/
Sobre o livro Commonwealth de Toni Negri e Michael Hardt.
Déjeme decirle, a riesgo de parecer ridículo,
que el revolucionário verdadero está guiado
por grandes sentimientos de amor
Ernesto Guevara
 

Juan Delcan, um senhor artista

Conheci  o trabalho deste diretor outro dia. Achei muito foda. Por isso, compartilho.

LA VERDAD


Essa animação foi realizada por ele em 2010, para a agência 180 Grados, em parceria com
Arthur Metcalf. O filme fez parte de uma campanha lançada pelo canal Chilevisión,
que pertencia ao presidente Sebastián Piñera e que foi adquirido pela Time Warner
em 2010. O texto é muito fodão também. Deixemos de lado o fato de que grupos de
comunicação, no mundo atual, possam de fato exercer este tipo de abordagem em seu
modus operandi.  Se formos encarar por este prisma, o trabalho perde sua força.

THE DEAD
Juan Delcan também realizou esta animação, um poema de Billy Collins, chamado The Dead.



THE SPIDER
E esta outra, The Spider, inspirada no trabalho de Louise Bourgeois e na poesia de Gabor Barabas.



O cara é ou não é um puta artista?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

We love you, Angelopoulos


Atropelado por uma moto.
Assim partiu um dos cineastas mais talentoso da nossa era.
A Grécia perde um artista. Nós perdemos um cineasta que sempre
contrariou a caminhada frenética da televisão: longos planos sequência,
silêncios.....

Minha geração chorou e pensou muito durante a exibição de PAISAGEM NA NEBLINA.
de 1988.
Ironia máxima, Theo saía das filmagens de O OUTRO MAR quando foi atropelado.
Agora vamos esperar pela exibição no circuito de CÉU INFERIOR, todo rodado aqui
no Brasil, em 2009.




quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Diferentes mulheres, o mesmo Islã




Não vem ao caso escrever uma crítica propriamente dita. Os dois filmes já estão em cartaz. A SEPARAÇÃO e A FONTE DAS MULHERES apresentam dois universos femininos distintos, mas que têm algo em comum: parecem distantes da nossa realidade, mas quando a gente começa a pensar.... não é bem assim. O Alcorão - livro sagrado do islamismo - é referência nas duas experiências cinematográficas.

O divórcio do casal protagonista de A Separação acontece no Irã. A revolta das mulheres que pegam no pesado para abastecer de água as casas da aldeia onde moram foi rodada no Marrocos. Mas o filme não identifica a aldeia incrustada nas montanhas e que atrai turistas de vários lugares do mundo.
O dinheiro que os turistas pagam para visitar o vilarejo passa diretamente para as mãos dos homens. Não é suficiente para ativar o "simancol" masculino. Sem emprego e sem guerra, a rapaziada perpetua uma cultura milenar: enquanto as mulheres carregam nos ombros a água que vem de uma fonte distante, eles jogam conversa fora e - aparentemente - zelam pelos bons costumes da comunidade. Bem humorado, com atrizes lindas, Fonte das Mulheres traz um universo feminino que oscila entre a fragilidade e a consistência de ações e emoções. É um mundo dominado pelos homens numa localidade sem luz elétrica, sem água, mas com um único celular. Uma aldeia povoada por mulheres que observam com atenção os acontecimentos, a tecnologia e as notícias da aldeia global. Um coletivo feminino que quer mudar a ordem e algumas regras.

No filme iraniano as mulheres também são protagonistas. Querem trabalhar sem o consentimento de seus maridos. A professora de classe média quer sair do país porque espera dias melhores no ocidente. Seu marido prefere ficar. E a tentativa de se divorciar traz à tona um sem número de costumes atrelados a religião que fazem o público brasileiro reagir com espanto e até com bom humor. Ponto comum entre todos nós - humanos do ocidente ou oriente - A Separação mostra o impasse entre as relações afetivas, sociais e religiosas. Revela a angústia da solidão quando não temos mais a quem recorrer. Joga para a lente da câmera o poder do mediador e a vulnerabilidade de vítimas e acusados. É como se o amor e a compaixão lutassem para não desaparecer sob os escombros dos radicalismos, preconceitos, chantagens e mentiras. Dói na alma constatar o sofrimento de uma adolescente que não quer ver os pais separados. Entre o céu e o inferno, ela tenta vencer a impotência e o medo diante do comportamento infantilizado, característico das relações em crise.

Dois programões! Aproveite.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um mix de Balzac e Foucault

(Uma homenagem ao meu amigo Ricardo Soares, que hoje adicionou postagem
afim no face book)


Ela acordou sobressaltada. Vestia uma camiseta.
No resto do corpo nada.
Lembrou de noites selvagens, do sexo sem compromisso.
Esboçou um sorriso. O suor escorria no peito.
Ficou completamente nua.

Acordava de um sonho, cenas vividas e revividas intensamente.
Relações póstumas, carinhos latentes.
Então percebeu que a bexiga estava cheia e, familiarizada com
a escuridão de sua própria casa, foi até o banheiro.
Acender a luz?
Sentou-se antes. Fechou olhos e ouviu apenas o líquido
escorrendo. Prazer incomensurável.
Limpou-se, levantou-se e, sem querer, vislumbrou os contornos
de seu corpo noturno.
Olhou de novo. Procurou as curvas. Apalpou as carnes.
Maldito Balzac, pensou.
- Passei pelos 30, encarei os 40, não titubeei aos 50.
Mas 60.... Vai ser assim?
Procura-se um Balzac contemporâneo, uma Beauvoir do século 21.
Uma Rosa que não seja Hiroshima e nem Luxemburgo.
Uma flor que me faça desmaiar com o seu perfume.
E me deixe dormir de novo.
E sonhar como eu sonhava quando lia Kerouac e desejava
James Dean.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O que que acontece


Então. Veja bem. De repente os neurônios empacam. Todos os dois. A fala arrisca tropeçar em busca de um próximo passo mas o cara nem percebe, pendurado que está numa pose de expert, e lança no ar a pergunta: “O que que acontece?”

Aí, faz uma pequena pausa, pro outro se dar conta de que vai ouvir uma grande revelação. E prossegue o seu ramerrame – qualquer coisa, geralmente a explicação mais banal do mundo.

O que que acontece. Pra me torrar a paciência, volta e meia se instala nas conversas uma dessas manias que se propagam em velocidade contagiante. Quando a gente se dá conta, todo mundo aderiu a uma nova muleta verbal que nada significa, como “tipo assim”, ou sua versão mais aculturada e não menos irritante: “quer dizer”. Já vi palestras ou entrevistas, quer dizer, com uma média, quer dizer, de mais de um “quer dizer” para cada frase.

E eu que implicava com “veja bem” ou com o inofensivo “então” começando qualquer frase. Que que acontece? Que que acontece, catso, é que preciso me conter pra não xingar o infeliz portador dessa moléstia, seja ele bancário ou banqueiro, eletricista, padeiro ou, pior dos mundos, um operador de telemarketing que nem se livrou do vício do gerúndio e das traduções criminosas de manuais americanos (“vamos estar resolucionando seu evento, senhor”) e agora acha superchique ficar repetindo a cada momento: “Que que acontece...” Haja saco!

Depenados, pero ecológicos....

sábado, 21 de janeiro de 2012

Diferença absoluta na vida de milhares de crianças

Ele ganhou o Prêmio Faz Diferença, do Globo. Mas a diferença mesmo ele está fazendo na
vida de milhares de crianças nordestinas: Miguel Nicolelis, um homem da ciência e da
transformação social. Devíamos todos, velhinhos de classe média tradicional, fazer uma
visita urgente ao Instituto Internacional de Neurociência de Natal (RN) e, no ano que vem, ao
Campus do Cérebro.
Quase tudo funciona com doações privadas. Só 15% da receita vem do SUS.
E esse homem ainda procura um sócio corporativo.
Alôooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo Brasil dos privilegiados: quem dá mais?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Noticiário



Deus sive Natura

As civilizações na história existiram imersas em mitos e os mitos sempre explicaram o que estava além da razão, criando visões de gênese da realidade. Os mitos pertencem ao supra, ao infra, sempre além ou aquém, nunca aqui, já, imediato. A riqueza infinita - infinito spinozano: não o que é desmesurado pela grandeza, mas o que é desmedido sem limites, -  das modificações da natureza expressas na borda do tempo, é a afirmação absoluta da existência.